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em carreira

Um mito chamado "separar o pessoal do profissional".

Tem que separar o pessoal do profissional.

Você provavelmente já ouviu essa frase.

Mas o que isso quer dizer?

Trabalhe, não sinta

A ideia de separar o pessoal do profissional quer "você tem sim vida pessoal, mas não traga ela para o trabalho".

Ou seja: estando bem ou mal, trabalhe. Não deixe os problemas de fora interferirem na sua produtividade.

Brigou com o namorado? Trabalhe.
Não dormiu direito pensando no trabalho da faculdade?
Tá sem um puto cheio de dívida escolhendo qual conta pagar? Trabalhe.
Não sabe o que tá fazendo da vida, tá a pessoa mais perdida que cachorro em feira? Trabalhe.

E é foda.

Por mais que alguns consigam, sim, deixar tudo isso de lado e focar apenas na produtividade, a maioria de nós sofre demais com isso.

No fim das contas, ninguém se sente confortável sendo si mesmo no trabalho.

Seja você mesmo

Tem um livro muito legal chamado Bring your whole self to work.

Esse livro basicamente fala que ambientes de trabalho onde as pessoas podem ser elas mesmas são muito mais criativos e performáticos.

Imagine se todos os líderes fossem humildes, lembrassem que somos seres humanos, temos vulnerabilidades e estamos fazendo o melhor que podemos. Não seria maravilhoso?

A cultura das empresas precisa mudar.

A "Persona Trabalho"

Nós crescemos com essa mentalidade, achando que temos que "separar o pessoal do profissional".

O que acontece é que acabamos criando a Persona Trabalho: uma pessoa totalmente diferente do que você é na sua casa e com seus amigos.

E produzindo mais ou menos, os sentimentos estão lá. Os anseios e preocupações estão lá. A vida pessoal não deixa de existir quando você está no trabalho.

Você não é uma máquina.

E no fim das contas, você não separa o pessoal do profissional: você finge que faz isso. Seu chefe provavelmente faz o mesmo.

E o ciclo continua...


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