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Gabs entrevista: Filipe Deschamps

Gabs entrevista: Filipe Deschamps.

Eu "conheci" o Filipe através do canal dele, há pouco mais de 2 anos.

Me chamou a atenção logo de cara o conteúdo diferente que ele fazia, mais falando do que mostrando código e dando dicas de carreira. Um conteúdo que conversa bastante com o que eu faço.

Fui conhecer ele pessoalmente só esse ano, durante a gravação de um episódio do Hipsters Ponto Tube. Infelizmente foi tão rápido que nem deu tempo pra gente trocar uma ideia.

Mas o Filipe claramente é aquele cara super gente boa, acessível e aberto pra conversar com todo mundo. Quando perguntei se topava dar uma entrevista pra mim ele tinha acabado de chegar de mudança no Canadá, mas mesmo assim me respondeu na hora e disse "só me dá uns dias pra eu me acertar aqui".

Inclusive falando em Canadá, eu conversei com um dev brasileiro que trabalha na Ubisoft em Montreal e ele me contou sobre como tá sendo a vida e como seguir os mesmos passos e ir pra lá também. Leia depois.

Agora, bora lá pra essa entrevista :)

Como você foi parar na área de tecnologia?
Minha história foi extremamente torta nesse sentido porque eu nasci um nerd, eu era mega introvertido (ainda sou, mas hoje sei compensar), era extremamente viciado em video game (no singular mesmo porque só Nintendo faz video game de verdade, mas deixa essa briga para outro artigo), era viciado em computadores e tecnologia num geral, mas apesar disso eu tinha aversão ao "nerd".

Poxa, pensa com a minha cabeça da época: o que eu via na TV como herói, que impulsionava a humanidade, era o médico, o engenheiro, o advogado ou qualquer outra profissão "default" e o nerd era sempre o tonto que ninguém gostava, todo mundo zoava e ficava para trás.

Eu não queria ser isso, principalmente quando programação começou a se tornar mais popular, eu tinha aversão, e olha, vou te falar... que briga boa com a minha própria natureza. Toda hora eu me via tentando resolver um problema com tecnologia ou programação, mas eu logo fugia, falava que isso não era para mim, não queria.

Fiquei brigando nesse vai e vem até que aos 30 anos de idade eu parei com essa besteira e falei pra mim: "Caramba... chega! Eu sou sim um programador e isso é a coisa massa que existe no mundo!!! E agora eu vou focar total nisso que nem um maluco!!!!!!".

Isso foi bem marcante na minha trajetória, porque maior parte da minha carreira eu trabalhei com Bolsa de Valores, estava crescendo bastante em numa corretora de São Paulo, estava fazendo gestão de um time de tecnologia que estava dando super certo e decidi pivotar tudo pra ser programador backend numa startup que estava começando e foi a melhor decisão da minha vida.

Qual foi a sua primeira linguagem de programação?
Turbo Pascal

Que profissionais te inspiravam no início da sua carreira?
Pela influencia do mercado financeiro, o Warren Buffett me inspirava bastante. Pelo cuidado com detalhes na tecnologia e o real carinho com a UX de um produto, fora a fora, desde o marketing até o unboxing, me inspirava bastante no Steve Jobs.

Quais te inspiram agora?
Pelo lado de empreender com tecnologia: Pedro Franceschi, Henrique Dubugras e Elon Musk. Pela a arte de tecnologia: Martin Fowler e Robert C. Martin.

O que te motiva a ir pro trabalho todos os dias?
Antes quando eu ia para o escritório do Pagar.me, o que me motivava era saber que eu estava trabalhando com pessoas extremamente inteligentes, dedicadas e que o meu principal objetivo era garantir o sucesso delas, pois com isso, todo o resto estava garantido.

Que ferramentas você mais usa no trabalho?
Para programar eu uso mais o Vim e para editar vídeos eu uso o Davinci Resolve.

Quais são suas linguagens de programação favoritas?
Hoje, JavaScript.

Além de ser bom em código, que habilidade você acha que mais te ajudou a se tornar um profissional bem sucedido na área?
Ser interessado. Ter interesse por algum assunto é algo que você não consegue comprar. Você até consegue comprar alguma coisa obviamente, mas estar em um estato genuino de interesse por essa coisa, só o seu cérebro vai conseguir fazer... é algo que você tem que destravar dentro da sua cabeça e não é fácil, pois com isso vem várias camadas de desafio e vontade de parar de se aprofundar.

Você costuma programar no seu tempo livre?
Sim, com certeza! Inclusive eu adoro quando preciso fazer algum scriptzinho maluco no console do browser só para ver se para em pé o que eu estava pensando.

Que tecnologias você menos se dá bem? Aquelas que se tivesse que fazer algo nelas hoje, você pensaria "ahhh não"?
Eu não consigo pensar em nenhuma agora, mas com certeza tem. O ponto é que, mesmo que eu me encontre numa situação como essa, eu vou tentar sintonizar a cabeça para assumir que sempre existe algo novo que eu possa aprender da situação "ahhh não".

Como está sendo essa transição de programador pra youtuber? O que gosta mais de fazer?
Ta sendo bem massa! Muito mais massa do que o esperado para falar a verdade. O que mais gosto de fazer é quando publico um vídeo ver a reação das pessoas e tentar perceber como que aquele vídeo fez alguma diferença no mundo, se tivemos algum progresso, no mínimo que seja.

Qual seu setup de trabalho hoje?
Hoje meu setup se resume a um Macbook Pro de 15 polegadas.


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